


Por MarthayzaO segundo dia do Festival
Jambolada, dia das
atrações mais esperadas, começou com o
ótimo show do Transmissor. A banda tem em sua formação integrantes do
Udora,
Diesel e Cinza, bandas que já tinham uma certa
repercursão na cena
indie mineira. Nos melhores momentos a banda soa quase
power pop, lembrando
The Wannadies (aquela da música fofa do filme Romeu e Julieta). A voz de
Jennifer de
Souza é belíssima e a mistura de bossa nova com rock resulta em canções que dá vontade de cantar junto o tempo todo.
Mal acabou o momento doçura e o Galinha Preta, de Brasília, começa a
seção do descarrego no segundo palco. Pela primeira vez tocando em
Uberlândia. Em breve conversa
om o baterista Guilherme, ele diz que o som da banda,
grindcore tosco, acaba chamando a atenção do público pelas letras
irônicas sobre o
cotidiano do brasileiro. Temas tão diversos quanto desemprego, religião e roubo de
orgãos.
Logo após foi a vez da banda local
Krow, muito querida entre os fãs de
heavy metal na cidade. Em
show breve tocaram até um
cover do
Slayer, além de suas próprias composições, e foram muito aplaudidos.
As bandas seguintes,
Juanna Barbera e Dissidente (que foi
selecionada nas prévias), não empolgaram e dispersaram grande parte do público. O
Enne até chamou alguma atenção dos presentes, mas o rock meloso parecia mais
Fresno ou qualquer coisas do tipo.
Eis que o
show de
Mallu Magalhães começa, a maior concentração de pessoas em um único
show em todo
Jambolada. É impressionante o poder do
hype, principalmente entre os adolescentes. Como se fosse uma versão
indie de
Hanna Montana, deixou claro que seus maneirismos vocais são ainda mais chatos ao vivo, principalmente quando
destrói o clássico de
Johnny Cash "
Folsom Prision Blues". Atrás dos palcos, seu produtor dava
xiliques com qualquer um que não fosse da
MTV e que tentasse se aproximar para uma entrevista com a menina. Com tanto excesso de zelo e
estrelismo, pode ser que ela cresça e se torne a
Britney tupiniquim. Seria mais divertido, pelo menos.
Diego de
Moraes e o Sindicato vieram depois.
Show incrível, coeso e cheio de personalidade, foi um dos mais comentados do festival. Após o
show, perguntei a Diego qual era seu disco preferido do Roberto Carlos. O Inimitável foi a resposta. Grande Garoto!
Porcas Borboletas tem em sua formação alguns organizadores do festival, portanto tocam sempre. Todo mundo já conhece, então não tenho o que falar. Só posso dizer que são mais interessantes do que a imitação de
Pitty made in Pará, o
Madame Sataan (escreve-se assim mesmo). Em alguns momentos a vocalista lembrava a do
Calypso, com aquela mania horrível de pedir pra galera "agitar" e "tirar o pé do chão" sacudindo a cabeleira loira. Coisa do Cão, mesmo. Os
verdadeiros fãs de rock pesado já estavam devidamente a postos em frente ao palco principal (inclusive a
Pin Up Punk que vos escreve) para o grande
show da noite e nem se abalaram com os
paraenses.
Mal o Ratos de
Porão entrou no palco e o
mosh começou. Com repertório de todas as fases da banda, fez a galera cantar junto e criou o momento mais
punk da história do
Jambolada. Como os seguranças não conseguiam controlar a
platéia, que brigava para chegar mais perto do palco, foram convidados a se retirarem pelo próprio João Gordo. Aí, quem penou foram os
roadies, que tiveram que controlar os praticantes de "
stage diving" enlouquecidos. Eu,
Marthayza, achei melhor assistir o
show do palco, antes de levar mais um pontapé na cara! Mas realizei um sonho de infância e
estou orgulhosa dos meus hematomas.